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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

A relação entre os pais depois do bébé nascer

        Não quero com este post deixar as futuras mamãs e papás cheios de receio, também não quero que tenham medo pois para tudo existe sempre uma excepção á regra e uma solução; a única coisa que pretendo ao escrever estas linhas é colocar-vos ao corrente de uma situação que acontece entre muitas paredes, mas que por vergonha ou para manter as aparencias ninguem fala!  É claro que  quando nos acontece a nós ficamos completamente apanhados de surpresa e a pensar: " O que se passa aqui"!

 

Quando pensamos em ter um filho, fazemos imensos planos com o nosso companheiro. Imaginamos e idealizamos determinadas situações e como vamos proceder. Analisamos cada promenor em redor cheios de amor e expectativa e esquecemo-nos completamente de olhar para o mais importante: Olhar para nós enquanto casal e para a nossa relação!

 

O que a seguir descrevo foi o que se passou connosco:

 

 

Fizémos imensos planos durante a gravidez e tentámos antever tudo para que nada nos falhasse! ( Riu-me agora desta situação pois estavamos completamente á margem de como as coisas são! Marinheiros de primeira viagem!)

 

Depois o bébé nasceu e foi ele que começou a mandar em nós e não nós nele como tinhamos especulado!

Sem muita prática e com muita coisa ao mesmo tempo andavamos feitos num trapo, mas muito muito entusiasmados e orgulhosos do ser que nasceu de dentro de nós.

Aproveitou-se a boa maré e o meu marido pediu-me em casamento e começou-se a pensar a sério no assunto!

 

 Quero aqui fazer um à parte para dizer que todos nós tentamos idealizar as coisas porque isso nos dá alguma segurança no meio de toda a incerteza que surge num casal quando se passa por uma gravidez, mas o facto de depois surgir imensa coisa inesperada é muito bom, pois aprendemos a ser pais e é muito gratificante, não tenham medo pois todos conseguimos ser pais!

 

Quando o bébé atingiu mais ou menos dois meses e meio, estavamos finalmente a começar a entrar na rotina e grande parte do entusiasmo inicial foi-se desvanecendo! Claro que não os deixamos de amar, pelo contrario, o amor pelos filhos cresce a cada dia que passa, o entusiasmo e a agitação do inicio é que vão passando com o entrar na rotina!

 

O pai ia e vinha para o trabalho, ao chegar a casa gostava de ter a sua vida como era antes de o bébé nascer, ver tv e estar descansado.

Eu por outro lado passava o dia inteiro com o bébé e a arrumar a casa para ter tudo em ordem;  para que quando o pai chegasse não tivesse muito trabalho á sua espera. Contudo estava esgotada e olhava que o meu marido me descansasse um pouco do bébé.    Isso não acontecia ; ele ajudava-me com as tarefas domésticas ao fim do dia e fins de semana ,mas com o bébé não!  O que me irritava mais era o facto dele parecer não ver todo o meu cansaço e dignar-se a perguntar simplesmente se era preciso algo!

 

Comecei a achar que aquilo era uma injustiça tremenda, eu tinha imensa atenção para com ele e achava que ele não tinha consideração nenhuma por aquilo que eu fazia.

Houve realmente um tempo que nada lhe parecia agradar e que eu achava que ele só era simpatico para mim quando queria algo mais...

 

O meu marido , como nós não falavamos sobre isso, viu-me perder todo o interesse nele e a passar estar centrada no bébé 24 horas. É claro que começámos a discutir bastantes vezes e a nossa relação começou a piorar ao ponto de falarmos constantemente em separarmo-nos!

Eu sentia-me pessimamente pois achava que talvez estivesse a exigir algo que não devia e estava bastante triste pois não conhecia ninguem assim. Pensava que o mal era só nosso e que era má esposa! Realmente ,via todas as mulheres, mães, aparentemente felizes e tão" leves" e eu estava muito infeliz e sentia-me incompreendida!

 

Entretanto marcou-se o casamento e começamos as reuniões de preparação para o casamento na igreja. Na nossa paróquia são durante três sábados e fala-se de determinados aspectos da vida em comum e onde existem casais que falam da sua experiencia!

Logo na primeira sessão fez-se luz! O primeiro casal que falou relatou a sua vida depois do nascimento dos seus filhos e nós ouvimos a sua experiencia ser tal qual a nossa!

Esse momento e testemunho foram muito importantes para mim. Percebi que afinal existe um mundo paralelo aos sorrisos que as pessoas deixam transparecer na rua. Afinal nem tudo é um mar de rosas e os casais sofrem bastante com toda esta situação.

 

Foi por esse testemunho ser  tão bem vindo numa altura que estava tudo a correr mal, que deixo aqui também o meu testemunho na esperança de poder mostrar a alguem que não são os unicos a passar por esta situação tão comum e ao mesmo tempo tão abafada!

 

Casámos entretanto, e claro somos um casal normal, com muitos altos e muitos baixos.

Tivemos entretanto outro bebé e continuamos a limar muitas arestas, como acho que é normal em todos os casais.

 

Penso que o importante é não se desistir da pessoa que se ama! E tentar por todos os meios não deixar a casa vir abaixo!

Se é falta de planificação, ou se é o não estar pronto para ser pai ainda não sei responder porque também ainda não percebi porque correu assim. Talvez tenha mais a ver com o estar-se habituado á nossa independencia e ao abandono da nossa meninice. A chegada de um filho obriga-nos a crescer e há quem não esteja preparado para ser adulto!

 

No nosso caso a única coisa que me apanhou completamente desprevenida foi mesmo a modificação da nossa relação.

 

Hoje em dia ao falar com outros casais apercebi-me que praticamente todos passam por isto!

 

Os conselhos que vos deixo são os seguintes:

 

- definam muito bem as tarefas que cada um fará após o bébé nascer, isso é muito importante,

 

- se passam por esta situação actualmente, falem um com o outro e exponham as vossas teorias,

 

- vejam onde podem mudar,

 

- ás mamãs, não desesperem e não esperem que os vossos maridos se apercebam e perguntem o que precisam, tomem vocês a iniciativa e peçam-lhes

 

-aos papás, por favor não tenham medo da vossa mulher. Não é o lobo mau, é apenas uma pessoa completamente estoirada e a precisar de um pouco de espaço para ela.

E não , não deixamos de gostar de vós, e não nos deixam de excitar; simplesmente se não nos ajudam é obvio que ficam para segundo lugar. Isto não é um castigo por não ajudarem, é a vida;  vocês teem autonomia e o bébé não; vocês teem energia e nós não. As vossas coisas ficam para segundo lugar  e os deveres conjugais para quando calha. 

È de bom tom uma vez por outra serem vocês a tratar do bébé e a arrumar a casa. Ficam todos a ganhar!

Se funcionarem em equipa não se desgastam tanto e podem estar mais tempos juntos

 

Desabafem com os vossos amigos que já passaram por isso, ou então procurem ajuda!

 

Lembrem-se que o vosso filho não é o culpado e não ponham as culpas em cima de um ser que mal sabe que existe.

 

 

Centrem-se em vós, no porquê e no como mudar!

 

 

 

 

 

 

 

publicado por maria às 11:35

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

A mãe que nada faz!

" Ela está em casa não faz nada!" ; " Então estão em casa?! ; " Não faz mais que a sua obrigação! " ; "Tem tempo para tudo!"; " Não, não trabalha, está apenas em casa", etc... etc... etc....

 

Estas são muitas das frases que caracterizam o trabalho mais mal pago do mundo e o menos reconhecido . . . ser doméstica e mãe a tempo inteiro.

 

Ninguem as vê como trabalhadoras, mas sim como as que vivem à conta dos que trabalham,  são as perguiçosas da familia, as que nada fazem e as que teêm tempo para tudo! Supostamente tudo o que aparece feito em casa acontece como que por magia, ou então como puro dever a dona de casa que em minuto algum deverá queixar-se da sua condição!

 

Porque afinal, citando as más linguas, teêm a vida que escolheram!

 

As suas mães e sogras mestradas e doutoras na subserviencia de antigamente, suspiram de ânsia e vergonha quando ouvem as mães de hoje reclamarem por um pouco de espaço só para si e em tom de graça vão ditando as suas regras para que sejamos tal qual como elas e para que o nosso marido tenha tudo pronto assim que chegue a casa!

 

Falemos então do dia da mãe que nada faz

 

06h00m - O mais velho acorda ( três anos) e começa a chamar! Quer leite ou nestum! Levantamo-nos á pressa e vamos ter com ele. Pedindo-lhe que não faça barulho pois estão todos a dormir ( principalmente a mais nova, que é quem não interessa acordar)

 

06h05m - Cozinha (um frio de rachar), preparamos o biberão á pressa pois o tempo de silêncio  do mais velho é limitado a dois ou três minutos

 

06h07m- Damos o biberão, ele acaba de beber e diz que quer ir para a sala brincar. Explicamos que ainda é muito cedo e faz frio. Ele vira-se de lado pouco convencido e deixa que o tapemos. Saimos do quarto.

 

06h10m - Acabámos de nos aconchegar. E começamos a sentir o calor das  mantas no corpo quando   de repente . . . pai, mãe, quero fazer xixi . . . ignoramos pois ainda usa fralda à noite . . . "mãe . . . pai . . . xiiiiiiiiiixxxxxiiiiiiiiiii" . . . e entretanto . . . "  à bruuuuuuuu... bruuuuuuuuuu . . . dádá" . . .  acorda a mais nova!  Resmungamos meia dúzia de asneiras e começa o dia !

 

06h20m - Tudo a pé, as luzes todas acesas. O mais velho faz xixi. E tagarela tudo e mais alguma coisa. Mesmo em frente a mais nova já em posição de querer gatinhar olha com os seus pequenos olhitos pelas grades da cama e assim que desaparecemos do seu campo de visão chora e reclama a nossa presença.

 

06h30m- O pai toma banho, a mãe toma banho, o mais velho corre pela casa e entra pela casa de banho deixando a porta toda escancarada, a bébé chora, a avó que dorme no quarto da frente finge que dorme com tamanha algazarra.

 

06h40m- O pai toma o pequeno almoço, o mais velho vê televisão, a mãe muda as fraldas ao bébé , dá-lhe o biberão, veste-a e trá-la para a sala onde se junta ao irmão.

 

07h30m - O pai está praticamente preparado, a mãe acompanha-o; a avó levanta-se e vai para a casa de banho.

 

07h40m - O pai saí, a mãe põe a máquina a lavar.

 

07h50m - A avó saí, a mãe aspira o chão.

 

08h00m - A mãe finalmente senta-se para tomar o pequeno almoço. Quando está pronta a dar as primeiras dentadas o mais velho aparece, quer cócó ou xixi. Levanta-se a mãe.

 

08h10m - A mãe senta-se outra vez e engole tudo à pressa.

 

08h30m - O mais velho quer definitivamente o seu prato de nestum! Assim que chego á sala , a bébé começa a chorar ao ver o prato do irmão. Digo ao mais velho para comer mais depressa, este até parece fazer de proposito e fica sem mexer os maxilares longos segundos entre cada colherada, a bébé chora.

 

08h40m - Dou de comer á bébé

 

08h55m - Começo a vestir o mais velho para ir para a pré. Este pula em cima da cama e é dificil enfiar-lhe algo pela cabeça. A bébé delira em cima da cama do irmão!

Depois de alguns gritos ele finalmente sossega para que se possa acabar de vestir!

 

Depois de o chamar 10 vezes o mais velho entra no wc para fazer a sua higiene diária!

 

09h15m - Volto á cozinha, faço o lanche do mais velho. Arrumo tudo dentro do saco. Ponho a bébé no carrinho. O mais velho traz dois ou tres carrinhos que a muito custo lá escolheu e finalmente por volta das 09.30m estamos na rua.

 

09h35m - Entramos na pré. O mais velho agarra-se a nós. Quer colo. Sento-me um pouco e mimo-o.

 

10h00m - Entro novamente em casa. Ponho a bébé a dormir. Olho em meu redor e apetece-me chorar!  Parece que passou um tornado dentro de casa!

 

10h10m - 11h30m - Arrumo todos os quartos, faço camas, apanho roupas do chão, fraldas ,tiro a roupa da maquina, ponho mais roupa na maquina, estendo a roupa, fervo biberões, tiro loiça da maquina de lavar, ponho mais loiça na maquina de lavar, arrumo wc, faço o almoço da bebe,

 

11h30- Ela acorda, vai brincar um pouco para o chão enquanto acabo de passar a fruta.

 

11h40 m - Dou almoço á bébé.

 

12h00m - Mudo roupa e fralda à bébé, volta a abrincar no chão. Eu volto á cozinha, desta vez para arrumar tudo o que sobrou do almoço dela. Lavo a loiça. Limpo as bancadas.

 

12h30m - Como qualquer coisa á pressa e sento-me 15 minutos ao computador para verificar o email.

 

13h00m -  Começo a trabalhar. Tiro tintas, guardanapos, telas etc. . . assim que acabo de pôr o pincel na mão a bébé começa a chorar pois tem sede.

 

14h30m - A bébé começa a chorar novamente, agora tem sono! Deixo tudo em cima da mesa e vou preparar-lhe o banho para à noite a confusão não ser maior! Dou-lhe banho e a seguir leite, deito-a na sua cama. Com sorte ela adormece na hora. Se não fica a chorar enquanto arrumo a casa de banho.

 

15h30m- Se a avó não puder, começo a arrumar tudo de cima da mesa para depois ir buscar o mais velho. Se a avó o trouxer aproveito para passar a ferro durante uma ou duas horas.

 

16h30m - Chego novamente a casa. Mudo a fralda á bébé que dorme ou não!

 

16h40 m - Dou banho ao mais velho, insiste novamente no nestum, mas agora não tem hipotese pois já lanchou na pré e vai directo para a cama.

 

17h15m - Volto á cozinha e começo a fazer o jantar.

 

18h00m - Se não dormiu ainda, esta é a hora em que a bébé se deixa dormir!

 

18h30m - O pai chega! Despe-se e conversa um pouco.

 

18h40 m - Acordamos o mais velho que fica muito mal humorado e chora, entretanto acorda também a bébé.

 

19h00m - Jantar ao mais velho, jantar á bébé.

 

19h45m - Jantamos nós e levantamos o rabo tres ou quatro vezes para os espreitar, ainda assim . . . 

 

20h10m - Arrumar a cozinha e deixar tudo a pronto para os biberões do deitar e da noite!

 

20h30m - Finalmente sento-me um pouco junto á familia. Sempre com mil olhos para os dois que brincam no chão!

 

22h00m - Já choram os dois! Querem dormir! Voltamos a cozinha.

 

22h10m - Levo o biberão que está no quarto com o pai. Mudo e visto mais uma vez a bebe e dou-lhe o leitinho.

 

22h30m - Beijo o mais velho e dou-lhe miminhos

 

22h40m - Sento-me no sofá e após 10m adormeço

 

23h00m - Arrasto-me para a cama

 

01h30m- Biberão á bébé

 

03h40m- Alguem reclama uma chucha perdida

 

06h00m - Dou um pontapé ao pai para que se levante . . . começa tudo outra vez 

 

 

E este é apenas uma amostra de um dia de quem supostamente não faz nada!

 

Vejamos então este dia na seguinte prespectiva:

 

Uma mulher a dias nos dias de hoje leva 6€  por cada hora de trabalho, assim sendo e sem contar horas nocturnas o meu dia de nada fazer tem 12 horas de trabalho!

 

Se as minhas contas não estão erradas 12 horas vezes 6 euros dá um total de 72 euros por dia! Isto vezes 6 dias por semana ( pois este trabalho não tem folgas), dá 432 euros por semana o que equivale a 1728 euros por mês!!!!

 

 

Como já disse é um trabalho mal pago e pouco reconhecido. Por tudo isto nada recebemos em troca, a não ser a satisfação de poder ver os nossos filhos crescerem!

O que não é nada mau, mas de qualquer forma acabamos por nos esquecer de nós!

 

 

 

 

publicado por maria às 15:12

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Sábado, 4 de Abril de 2009

Pôr o bébé a arrotar

Estamos grávidas e observamos em pormenor as outras mães que alimentam os seus bébés, estes mal acabam de comer elas tocam-lhes e os queriduchos sem esforço algum emitem um valente arroto e nós pensamos :" Que giro, assim que o meu nascer faço igual, é tão fácil...."

 

Viva a ingenuidade dos pais de primeira viagem!

 

Aquilo que parece ser tão fácil não é tão fácil assim pois há muitos bébés que não conseguem arrotar facilmente e nós pais entramos em stress. Eu fui um desses pais stressados !

 

O ideal para eles arrotarem é terem o estômago comprimido de modo a que o ar que está lá dentro venha para cima. Deixo-vos então aqui algumas dicas para os porem a arrotar:

 

1- Coloquem-nos de pé com o estômago no vosso ombro e deem palmadinhas nas costas (este é o método mais comum)

 

2- Se não der resultado exprimentem balançar-se um pouco como se vocês pais estivessem a saltitar sentados em cima duma bola com eles ao colo, façam-no devagar para o bebe não se vomitar

 

3- Com o bébé na mesma posição deixem-se vocês pais descair como se se estivessem a encostar na cama para lerem um livro, os bebes ficam semi deitados em cima de vós

 

 

4- A posição de sentado também resulta muito bem, sentem-nos virados para vós no vosso colo e segurem-lhes a cabeça com as mãos

 

5- Coloquem-nos deitados de barriga para baixo no vosso colo de modo a que o estômago fique na vossa perna e as pernas descaidas (esta posição também serve para os gases)

 

Se o bébé não arrotar mesmo, deitem-nos virados para o lado esquerdo de modo a que a boca do estômago fique para baixo, assim é mais dificil de se bolsarem.

 

Nos primeiros tempos convém que tenham sempre as cabeceiras da alcofa ou da cama inclinadas. Façam-no com a ajuda de almofadas ou lençois dobrados.

 

 

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publicado por maria às 14:22

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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Um colo vazio . . .

Depois do choque de ter nas mãos pela segunda vez um teste de gravidez positivo, no meu coração instalou-se a maior das alegrias. 

Ia ter a graça de ser mãe pela segunda vez!  Não parava de pensar em como iria ser ter dois bebés em casa, pois o meu filho teria 21 meses quando nascesse o mano ou a mana, mas não tinha medo e estava muito excitada pela chegada da cegonha.

 

O que me arreliava no meio desta alegria era ser criticada pelas pessoas devido ao facto de estar grávida novamente tendo ainda um filho ainda tão pequenino.

Abro aqui um parêntesis para dizer a quem está na mesma situação que não liguem ás más línguas. Cada casal sabe de si e ter um filho próximo do outro não é uma tragédia. Para dizer a verdade sempre me vi mãe de dois ou três em escadinha. :-)

 

O ínicio da gravidez foi optimo pois não tinha um único sintoma de estar grávida e estava ansiosa pela primeira ecografia que fiz ás seis semanas e que me confirmou a gravidez. Pouco se notava o bébé,mas o seu coração já batia. 

 

Tal como na primeira gravidez também tinha as mesmas dores e a placenta descolada e claro está, tive de fazer o repouso do costume.

Não sei bem porquê, chamem-lhe ou não instinto, e ao contrário do que aconteceu na primeira alguma coisa me dizia que esta gravidez não iria ter o mesmo desfecho.

Aguardei angustiada pela ecografia das 12 semanas que tardou em chegar.

 

No final de Novembro lá chegou o dia da ecografia e não imaginam " a pancada" que nós levamos quando o médico nos disse que o coração do bébé não batia . . .

 

Pelas contas, teria morrido perto das dez semanas, sem motivo aparente, pois não se notava nenhuma anomalia e estava praticamente todo formado. A imagem daquele pequeno ser não me saia da cabeça e quase deixei de pensar e ouvir pelo choque que senti naquela altura. Penso que desnorteada é a melhor palavra para descrever aquele momento, quase  nem ouvi o resto da consulta e nem queria acreditar quando o médico me disse que o normal era esperar quatro semanas após a determinação do óbito para que o corpo expulsasse o bebé e só após essa data seria efectuado algum procedimento necessário.

E ainda me faltavam esperar quase duas semanas! . . .

 

Chorámos tanto nos dias a seguir, eu não podia pensar que o bebé que eu tinha visto com mãos , braços , pernas, etc... poderia sair a qualquer momento e que a última morada daquele ser tão querido e desejado eram as fossas municipais junto ao esterco de toda a gente.

Não lhe poderia ver, abraçar, beijar e fazer um funeral digno  de alguem. A espera estava a matar-me por dentro.

Precisava de um ponto final na situação e não o tinha!

 

As pessoas diziam-me que tinha de ultrapassar e seguir em frente pois sou ainda nova e tenho um filho muito pequeno, mas como poderia avançar se ainda tinha um bebé morto dentro de mim.

É aquilo a que chamam um aborto retido!

 

Tive tanto nojo, vergonha, medo, sentia-me uma aberração pois sabia que olhavam para mim e sabiam o que lá estava. Deixei de me sentir uma mãe para me sentir um caixão ambulante. E depois juntou-se a incerteza de quando iria ser, como iria ser, se doía ou não, se era na rua (comecei a levar uma muda de roupa sempre comigo quando saia), ou se seria assistida no hospital. Tive mais de oito dias a perder um pouco de sangue e nada mais. 

Quis Deus que a natureza não seguisse o seu caminho e o bebé não saiu sózinho.

 

Então nesta segunda dia 10 de Dezembro dirigi-me á maternidade para me provocarem o parto. Eu sabia que não era possível, mas no fundo tinha esperança que houvesse um  milagre e que ele tivesse vivo.

 

Deixei de conseguir falar e só chorava, no hospital nem conseguia dizer de quantas semanas estava. Curiosamente não tive medo apenas chorei pela enorme tristeza que tinha.

Fui observada na maternidade e mais uma vez se confirmou o diagnóstico, tinha morrido.

Mas o meu médico que é um anjo na terra internou-me na ginecologia e não na maternidade.

 

Graças a uma enfermeira o meu marido pode estar todo o tempo comigo e só a sua presença me ajudou a superar as horas de internamento e as dores de um trabalho de parto induzido e sem anestesia. Foram contracções muito rápidas e muito dolorosas,mal tinha tempo para respirar, e chorei tanto, não pelas dores mas por passar por tudo aquilo e não ter ninguem para levar para casa.

 

Depois pareceu uma garrafa de champanhe, rebentou-se qualquer coisa e fiquei encharcada em água morna. Comecei a perder imenso sangue e contudo o bebé não saiu.

Já no fim da tarde fui observada e o médico conseguiu tirar todo o bebé sem ser necessária uma raspagem. Este procedimento foi feito no piso da maternidade e mais uma vez vi os bebés das outras e eu sem nenhum.

 

Voltei para casa com um vazio enorme e com uma grande sensação de perda.

Abracei tanto o meu filho quando cheguei e não queria tira-lo mais do colo, precisava desesperadamente do seu cheiro a bebé  e do seu toque macio.

 

Tentam animar-me dizendo que já passou e que tenho de seguir em frente, mas como posso pensar em seguir em frente quando acabei de perder um filho, pois era isso que ele era, um filho.

 

Não oiço dizerem isso a alguem que perde um bebé com mais semanas de gestação, ou a alguém que perde mesmo um filho; nessas alturas todos dizem " pois é , deve ser uma dor muito grande, perder assim alguem", e porque é que a mim ninguém diz isso?! Porque não me dizem para chorar e fazer o meu tempo de luto e porque me obrigam a seguir em frente e a fingir que nada aconteceu?

 

Claro que são situações diferentes as que acima  refiro e que cada caso de aborto é diferente do outro mas o meu bebé também era alguem ou será que por ter morrido tão cedo deixou de ter significado?

 

Eu sei que o mundo não acabou e claro que seguirei em frente, mas neste momento só se passaram quatro dias, ainda estou dorida e ainda tenho o corpo a ajustar-se a tamanha mudança. Como se tudo não bastasse  ainda me apareceu colostro!

 

Estou muitissimo revoltada e sinto-me um animal desorientado há procura da minha cria. Sinto-me sózinha e tenho a sensação que ningúem me compreende.Quero o meu bebé e não o posso ter!  Enfim . . . sinto-me mal.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por maria às 20:37

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

O papel do papá!

 

Há anos atrás, o papel do homem na gravidez da mulher resumia-se apenas em fazer o bébé e

 tudo o resto era um assunto tabú em redor da esposa.

 

 

 

GRAÇAS A DEUS QUE HOJE EM DIA JÀ NÃO É ASSIM!

 

 

Os nossos papás tentam ser uns senhores á maneira e interessam-se cada vez mais pelo assunto.

Leêm, estudam, participam nas consultas, fazem perguntas e tentam estar ao lado da mamã.

 

Parabéns então pela vossa iniciativa!

 

Para além do óbvio, a gravidez é vivida de modo diferente entre o casal e muitas vezes um inicio de gravidez não é sinónimo de alegria , mas sim um inicio de muitas discussões.

 

As mulheres ficam tristes e não percebem a razão de tal agonia, uma vez que   tinham planeado

a dois esta nova vida.

 

Deixo-vos aqui o meu concelho:

 

Falem bastante e não se sintam acanhados pelos os vossos receios, por mais estúpidos que vos possam parecer.  A verdade é que existe sempre muita ansiedade e muito medo quando se sabe que vem ai um bébé, principalmente quando é o primeiro.

Há imensas dúvidas que nos surgem e o  importante é falarem sem discutir e sem criticar.

Muitas vezes temos a tendência a negligênciar os nossos sentimentos e achamos que estes não tem razão de ser, mas a verdade é que se não houvesse uma razão eles não existiriam!

 

Nós também passamos por isso.

Tinhamos medo de tudo, de como iria correr a gravidez; se o bébé teria alguma doença; se o bebé gostaria de nós; se seriamos capazes de o entender; se seriamos capazes de ser bons pais; de como seria o parto; onde é que iria ser; se o médico iria estar presente; etc...etc...

Sempre falamos muito e acho que foi a nossa sorte, senão tinhamos dado em malucos.

 

E como se não chegassem os nossos medos intimos, havia sempre alguem que tinha má histórias para contar, porque porque incrivel que pareça as pessoas gostam sempre de contar histórias de azar e nuncam contam coisas boas. Eu ouvia e chorava quando estava sózinha.

 

Começamos a perceber o mal que estavamos a fazer ao bebé e a nós também ao ouvirmos estas coisas e começamos a proteger-nos destas conversas.

Sempre que alguem tentava começar, mudavamos imediatamente de assunto ou faziamos entender que não estavamos a gostar da conversa . Quando eram noticias na televisão mudavamos de canal e nas revistas de especialidade passavamos as reportagens de doenças para a frente.

A questão aqui não é ignorarmos as coisas, mas sim afastarmo-nos de situações que nos causam medos e angustias. A verdade é que se alguma coisa tiver que correr mal, infelizmente irá correr e ai teremos todo o tempo do mundo para nos preocuparmos e ler sobre o assunto.

 

A atitude positiva é a melhor arma para proteger o bebé!

 

Voltando ao assunto. . .

 

O papel do pai é muito importante na gravidez.

 

Para além do apoio insubstituivel ao lado da esposa, este contacto faz com que se comecem a criar laços muito intensos com o futuro bebé.

Enquanto as mulheres já tem estes laços fortalecidos pelas hormonas,  pela voz, o mexer do bébé; o papá vai ter que trabalhar nesse sentido.

 

Percebam uma coisa; os papás tem medo e coitados tem razão para o ter. Passam a ter de repente uma mulher diferente em casa, elas choram por tudo e por nada, elas tem enjoos, elas desejam a meio da noite coisas esquisitas para comer, elas estão mais irritáveis, elas começam a ter uma barriga enorme, elas tem toda a atenção do mundo e todas as pessoas falam com elas, e a eles restam-lhes as obrigações de proteger a esposa e a cria, carregar sacos, afastar os medos, participar nas consultas e parto e raramente alguem lhes pergunta como corre a sua gravidez!

 

E isto era muito bom que acontecesse para não se sentirem rejeitados no seu papel de pai, não só durante a gravidez como tanbém depois do bébé nascer.

 

CONTINUA....

 

 

 

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publicado por maria às 12:46

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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Dizem os antigos. . .

Fartei-me de ouvir ditados antigos enquanto estive grávida e resolvi aqui deixar alguns .

 

Este vai ser um post em actualização pois de certeza que me irei lembrar de mais, se conhecerem mais alguns vão mandando que eu depois publico.

 

 

1- As grávidas que tem muito sono vão ser mães de meninas

 

2- As grávidas que tem muita azia tem bébés com muito cabelo

 

3- As grávidas não devem comer coelho ou lebre durante a gestação porque depois os bébés irão dormir de olhos abertos.

 

4- Não se devem usar objectos metálicos junto á pele porque depois os bébés nascem com sinais na pele com a forma do objecto que se usou.

 

5- Não se deve deixar a roupa do bébé estendida de noite pois a lua influênciará o sono do bébé quando este vestir a roupa que esteve exposta á sua luz.

 

6- As manchas que aparecem na cara e a que se dá o nome de "pano" aparecem em grávidas de bébés do sexo feminino.

 

7- Para remover estas manchas tão dificeis ,deve esfregar-se a pele com uma das primeiras fraldas urinadas pelo bébé  (não é lá muito higienico)

 

8- Para ajudar a subir o leite e aumentar a sua quantidade deve-se comer muito bacalhau e beber um gole de vinho tinto

 

9- Quando se tem muita vontade de comer algo deve sempre satisfazer essa desejo, pois caso não o façam o bébé supostamente irá nascer de boca aberta

publicado por maria às 17:01

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Chicco outlet

Há pouco tempo descobri que as lojas chicco possuem lojas outlet.

 

Visitei depois as lojas outlet  mais perto do local onde resido, foram as lojas de Almada  e Belas Massamá.

 

Se gostarem da roupa chicco acho que vale a pena lá irem. A loja de Almada não é muito grande. A  de Belas é maior e está aberta à hora de almoço de segunda a sabado das 10 ás 19 se não estou em erro.( é melhor confirmarem )

 

Encontram lá roupinha, sapatos, brinquedos e cadeiras com preços desde 50 a 70% menos do que nas lojas chicco. Isto acontece porque as lojas outlet vendem a roupa que não foi vendida nas lojas chicco e vendem roupa da mesma época, mas da colecção do ano anterior.

 

Se não me engano existe uma loja em famalicão.

 

 

publicado por maria às 12:33

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Domingo, 2 de Setembro de 2007

Os Primeiros Meses da Gravidez

Os Sintomas

Nos primeiros dias depois de sabermos que estamos à espera de um bébé começamos a notar vários sintomas caracteríscos, alguns dos quais já nos acompanham desde antes de termos a confirmação , da gravidez.

Entre os quais posso mencionar:

Náuseas,

Vómitos,

Tonturas e desmaios,

Dores mamárias,

Fome,

Corrimento vaginal,

Dores laterais que podem apanhar o joelho,

Hemorróidas,

Insónia,

Sonolência,

Azia,

etc....

Náuseas e Vómitos

É normal aparecerem logo nos primeiros dias.

Existem mulheres que teêm imensa sorte por não os terem e existem aquelas que quase o ar as faz vomitar.

Um dos truques que pode atenuar essa sensação de vómito é começarem a ingerir menos quantidade de  comida, mas aumentarem o número de vezes que comem.

Façam um pequeno lanche entre intervalos de 2h30m, optem por comer 1 ou 2 peças de fruta, iogurtes, sumos naturais, etc...

Deixem na vossa mesinha de cabeceira umas bolachinhas de água e sal e comam uma ou duas antes de se levantarem para atenuar o mau estar.

Tonturas e Desmaios

Como o nosso corpo está numa grande fase de adaptação é normal que sintam algumas tonturas e em alguns casos talvez cheguem a desmaiar. Estes sintomas podem dever-se a uma falta de açucar (dai serem tão importantes as pequenas refeições), a quebras de tensão, ou à tensão estar muito alta.

Talvez não seja má ideia, no período em que estes sintomas se manifestam, fazerem um controle da tensão e do açúcar na vossa farmácia.

Tenham em atenção que em qualquer caso nunca é má ideia telefonarem ao vosso médico assistente e explicarem-lhe a situação pela qual estão a passar, principalmente se tiverem os níveis de açucar e da tensão elevados. Estes dois últimos são muito graves para a vossa saúde e para a do bébé.

Dores mamárias

São dos primeiros sintomas a aparecer.

Muitas vezes ainda nem sabemos que estamos grávidas e já as nossa mamocas estão a latejar.

Como surgem quase sempre quando se dá a ovulação, ás vezes podemos pensar que estamos a ovular. A diferença é que quando estamos a ovular, e depois nos aparece o período, essas dores desaparecem, no caso de gravidez elas só vão embora passados dois ou três meses.

Nesta fase , devido à adaptação constante, também os nossos seios se alteram.

Aumentam o volume, a auréla poderá ficar mais escura e os mamilos mais duros e salientes.

Aliviem-nas com água fria em cima do peito, se aguentarem. Àgua morninha também ajuda.

Fome

Ai que fome!

Quantas vezes não achamos que temos um buraco no estômago e parece que nada nos satisfaz?!

Não se esqueçam de que por estarmos grávidas não temos de comer por dois, isso é um tremendo erro. É claro que não vamos passar fome, mas temos de comer o essêncial e suficiente para nós e para o bébé.

Um aumento de peso desnecessário poderá ser prejudicial para vós na medida que vos pode dificultar o parto, já para não falar do cansaço, diabetes, hipertensão e colestrol.

Tentem escrever a vossa própria dieta num papel e segui-la. A dieta não consiste em perder peso, mas sim comer de tudo um pouco mas em pequenas quantidades; salvo alguma indicação médica.

Eu nunca deixei de comer nada, sempre comi o que me apeteceu. Fazia umas sete ou oito refeições por dia, isto porque à noite também me levantava faminta nos primeiros dois meses.

Tive foi de ter imenso cuidado com os legumes, fiambre e carne meio cruas por causa da toxicoplasmose.

Deixei de comer alface fora de casa e em casa lavava-a com água e vinagre.

Passei por indicação do obstetra a congelar o fiambre antes de o comer para matar o dito bichinho da toxicoplasmose e também deixei de comer carne mal passada.

Corrimento Vaginal

Mensalmente  é comum antes de aparecer o período, normalmente aparece na fase da ovolução. Um corrimento quase transparente e inodoro. Este é substituido pelo período e só volta a aparecer no  ínicio da nova ovulação.

Depois de engravidarmos é normal ter este corrimento e também é mais abundante do que aquele que aparece no ciclo normal.

Tal como já referi , o seu aspecto é transparente ou leitoso branco e inodoro.

Se a sua cor mudar, começar a cheirar mal ou tiverem esse corrimento acompanhado de comichão é aconselhavel consultarem um médico, ainda assim não estejam a desenvolver uma infecção vaginal ou urinária.

Dores laterais

Dizem que são normais e que é o útero a adaptar-se ao novo ser que está lá alojado.

Por experiência própria não acredito muito nisto.

Neste aspecto tive uma gravidez complicada pois à conta destas dores tive quase a perder o meu bébé.

Era uma dor que me aparecia de lado, como se estivesse para aparecer o período. Sempre que caminhava ou que fazia algum esforço lá aparecia ela chegava-me até ao joelho. Fiz inúmeras ecografias nesta altura e também análises que nada acusavam. Uma médica disse-me que não era nada, outro dizia-me que eram contracções.

O remédio para isto era muito descanso ,nada de sexo e muita água. 

A verdade é que ás nove semanas tive um descolamento de placenta e uma hemorragia grande. Fiquei para morrer, fartei-me de chorar com os nervos e tive de estar em repouso absoluto durante uma semana. Sei que tive sorte pois existe muitas mulheres que acabam  por perderem  os bébés.

A partir daqui fiz sempre repouso e já não me armei em mulher faz tudo. Tive uma gravidez de risco durante oito longos meses e tive de tomar comprimidos para ajudar o bébé a fixar-se no útero durante três meses.

O meu concelho se estiverem como eu é:

Pensem realmente no que é importante para vós e no que estão dispostas a passar no caso de terem dores e insistirem em fazer esforços.

Se puderem descansar umas semanas façam-no.

Se tiverem uma ligeira hemorragia não corram para o médico.

Principalmente nas primeiras gravidezes, com medo de perder o bébé a nossa tendência é em ir a fugir a urgências ver o que se passa, nem nos lembramos do risco que estamos a correr em andar.

O meu ginecologista disse-me que tinha sido um erro enorme sair de casa para ir ao hospital. Só o facto de me ter levantado da cama e ter ido fazer uma ecografia desnecessária era o suficiente para se acabar de descolar o resto da placenta.

O ideal é ficarem sossegadas até a hemorragia parar e quando esta parar logo vão com calma a um médico.

 

Se for uma grande grande hemorragia o melhor talvez seja mesmo irem a um médico ou ligarem ao vosso médico assistente e pedirem concelho.

 

Porque é que o sexo não é indicado?

 

Pelo simples facto de que os espermatozóides provocam contracções no útero e pode aumentar o risco de expulsão do feto, quando existe um risco de aborto. 

Também é por este motivo que quando o bébé se começa a atrasar para nascer dizem que se deve ter relações sexuais.  

 

 

De resto não faz mal, até dizem que é saudável praticar o coito durante a gravidez. 

 

 

Hemorróidas

Graças a Deus nunca soube o que eram durante toda a gravidez!

 

Duas palavras foi o que usei para as evitar;  SOPA  e ÁGUA

 

Se não estão habituadas a comer sopa e a beber água comecem por se habituar.

Eu fazia grandes panelas de sopa com tudo lá dentro. Peixe ou carne, abóbora, cenoura, todas as verduras, ás vezes uns bagos de arroz, ovo. Foi dar asas á minha imaginação e os intestinos funcionavam a 200%.

 

A água é também muito importante pois amolece as fezes e é muito importante para o liquido amniotico do bébé.

 

 

Sonolência e insónias

A sonolência é própria do ínicio da gravidez  pois é uma resposta à adaptação do nosso corpo ao bébé. As alterações hormonais nesta fase fazem com que estejamos moles e sonolêntas.

Curiosamento dizem os antigos que as grávidas que tem muito sono vão ter meninas.

Acho que nada disto está provado, mas a verdade é que nunca tive sono e fui mãe de um rapaz.

 

 

As insónias e pesadelos costumam aparecer já mais para o fim da gestação.

Devem-se há nossa grande barriga, que já não nos deixa descansar  e também à nossa ansiedade enquando futuros pais e aos receios que o parto nos traz.

 

 

Azia

 

É mais uma  "alegria" da gravidez!

 

O nosso estômago começa , devido ao bébé o empurrar, a funcionar  mal e as digestões são mais dificeis de fazer. O ideal é comerem coisas leves e pouco de cada vez.

Se se deitarem depois de comer tentem dormir para o vosso lado esquerdo pois ficam com a boca do estômago voltado para baixo o que não permite que esta se abra. Se se deitarem para o vosso lado direito a boca do estômago fica voltada da cabeça para cima e tende a abrir com o peso do bébé , por isso ficam com azia e também é normal vir comida á boca. 

 

Evitem comer alimentoa ácidos, como laranja ou limão e bebidas com gáz.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por maria às 18:50

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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Planear o Bébé

Olá a todos!

Desculpem a nossa ausência, mas o período de férias é assim mesmo!

 

Poder ter um filho é uma experiência muito gratificante, é claro que não vai ser sempre um mar de rosas e facilidades, mas vê-los evoluir todos os dias faz-nos perceber o quanto é belo a sua aprendizagem e como as pequenas coisas a que não ligavamos antes se tornam em objectivos e motivos de alegria para nós.

 

Para os papás que foram apanhados desprevenidos pela chegada da cegonha lembrem-se de duas coisas:

 - Um bébé pode não ser planeado,mas, não quer dizer que não seja muito desejado.

E apesar de todas as dúvidas que vos assolam nesta altura lembrem-se também que:

- Neste preciso momento existem homens e mulheres que em qualquer parte do mundo estão sujeitos a inúmeros testes, tentativas falhadas de infertilizações,muitas lágrimas, muito dinheiro gasto, muitas desilusões e que dariam tudo para estar no vosso lugar.

Eu acredito que não acontece nada neste mundo que não tenha uma razão de ser e existe de certeza algum motivo para vos fazer passar por esta nova experiência.

E antes que recorram a um aborto pensem bem se é isso que realmente querem. Ouçam somente o vosso coração e deixem para trás no momento em que o decidirem as conversas da familía, dos vizinhos, os vossos medos e preocupações. Ouçam apenas o vosso coração pois uma vez  realizado esse acto já não há mais volta a dar.

 

Conheço algumas pessoas que o praticaram e neste momento vivem com o remorso de terem só levado em conta os problemas materiais e de não terem seguido o seu instinto. 

 

 

Quando decidimos que queremos ter um filho o nosso corpo é tomado por tal excitação (principalmente na primeira vez), que se pudessemos estalavamos os dedos e pronto tinhamos logo ali o bébé.

Mas a mãe natureza sabe o que faz e por isso faz-nos esperar quase dez meses por o pequeno ser.

Se tomaram essa decisão numa primeira fase deverão consultar um ginecologista para falarem sobre o assunto.

Ele irá passar a ambos umas análises de rotina e falar convosco sobre a vossa saúde e sobre as doenças que existam na vossa familía mais especificamente sobre os vossos pais. Por isso talvez não seja má ideia perguntarem á vossa familia das doenças que tiveram. Salvo alguma excepção irá receitar-vos de certeza o folicil que é muito importante tomarem ainda antes da gravidez e depois durante os primeiros meses pois vai ajudar no desenvolvimento do embrião.

 

Embora se possa pensar que sim ,ás vezes engravidar não é assim tão fácil pois existem vários motivos psicológicos ou fisicos que podem atrasar a fecundação; entre outros posso destacar:

- a ansiedade

- a endometriose

- malformações nos sistemas reprodutores

- ovulação irregular, etc...

 

No caso de lesões fisícas  provavelmente necessitarão de algum tratamento e acompanhamento médico, nos casos de ansiedade o ideal será acalmarem-se em vez de tomarem ansiolíticos( principalmente se forem auto-medicados ) pois poderão ser prejudiciais para o bébé.

 

Queria só aqui abrir um parentesis para esclarecer uma coisa. Normalmente fala-se muito das doenças da pré-mamã, se tomou ou não antibióticos perto da fecundação, das analises que se devem fazer e na grande parte das vezes ignora-se a parte masculina e é um enorme erro. O bébé é o resultado da  junção de dois gâmetas um feminino e outro masculino. Por isso é tão importante que o pai faça as ditas análises clínicas e que fale ao médico dos medicamentos que andou a tomar nos últimos meses.

 

 

Métodos para saber quando estamos a ovular

Para as certinhas o mais fácil é contarem catorze dias a partir do primeiro dia da menstruação.

 

Li algures que os espermatozóides conseguem sobreviver durante três dias dentro da vagina por isso é só fazerem as contas

 

 

Para as que não são tão certinhas existe:

 - o método das temperaturas que vos indica a altura do período fértil

- e existem também disponiveis na farmácia  e na internet os testes de ovulação, que são muito semelhantes aos da gravidez mas que vos indicam  a altura da ovulação.

 

 

E depois de alguns meses a tentar, eis que passa o dia 31 e o período não apareceu, e agora?

Será que estamos grávidas? Será só um atraso? Será da ansiedade?

Nada como um teste para nos tirar as dúvidas. Estes não são 100% fiáveis e ás vezes até é necessário repetir,mas servem para nos acalmar um pouco.

Chega a hora de irmos quase a voar até á farmácia e comprar um teste de gravidez ......  que dá positivo.  Relemos as instruções novamente e realmente os dois tracinhos indicam que estamos finalmente grávidas.

 

PARABÉNS MAMÃS....saboreiem a explosão de sentimentos que estão a sentir e lembrem-se que já não estão sós a partir de agora será tudo a dois.   :)

 

 

 

publicado por maria às 11:29

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

(Continuação)... onde poderiamos ter poupado

Nós conseguimos comprar 3 banheiras em pouco mais que três meses!!!!

Primeiro comprámos daquelas banheiras que se fecham depois do banho e que tem por cima um muda fraldas. Pareceu-nos a opção mais logica pois a nossa casa de banho era muito pequena e toda a armação da banheira podia colocar-se em cima da sanita sem ocupar muito espaço. Só nos esquecemos foi do mais importante, o bébé cresce!!!

Então a banheira que para nós era a ideal deixou de servir num mês e fícamos apenas com a armação do muda fraldas.

Como não quisemos gastar mais 60 euros noutra banheira de armação comprámos a seguir uma banheirita de 9 euros que colocavamos em cima do bidé, a banheira era optima mas as minhas costas não aguentavam estar dobrada aquele tempo todo.

Por fim decidimos comprar daquelas banheiras de plástico grandes que  tem umas abas largas com espaços próprios para os frascos de champô e que dão a nossa banheira ou então que se montam numa armação branca de metal que  se fecha  .Estas banheiras são muito comuns, vendem-se nos hipermercados e adaptam-se perfeitamente por cima da sanita ou bidé. Nós comprámos a nossa no feira nova; a banheira custou 9 euros e a armação um pouco mais.

O ideal é terem na casa de banho tudo aquilo que necessitam e á mão para nunca deixarem o bébé sózinho.

Quando damos banho ao nosso filhote o que temos na casa de banho é o seguinte:

- Armação de metal com o muda fraldas por cima,

- Armação de metal com a banheira por cima,

(deste modo poupamos as costas e criamos um espaço de vestir e outro para o banho não necessitando de outra pessoa para nos ajudar)

Na banheira 

- Champô e espuma de banho, ou um 2 em 1

- Esponja

- Termómetro

Notámos que nos ficava mais em conta ter um champô e espuma de banho 2 em 1, pois quando comprávamos em separado os frascos nunca acabavam ao mesmo tempo e estavamos sempre a comprar ora um ora outro.

Outra coisa onde começamos a poupar foram nas esponjas de banho.

As lojas de marca e até mesmo os supermercados fazem muita alusão ás esponjas de banho naturais, a verdade é que por um pedaço de esponja natural pagam os olhos da cara.

Começámos então a comprar as esponjas da marca modelo/continente e que custam aproximadamente 0,80 cêntimos cada. Estas esponjas apesar de não serem naturais são muito macias e o nosso bébé não se queixa.

As esponjas devem ser trocadas com frequência, por isso mais vale comprarem esponjas em conta.

Na armação de metal com muda fraldas e arredores 

- Lençol de banho

- toalhitas para o rabo

- fraldas

- creme para o rabo

- creme para o corpo

- roupa interior

- roupa exterior

- escova

- tesoura para as unhas (Se necessário)

- mantinha ou casaquinho (Se for inverno)

Se estiverem sózinhos/as em casa na altura do banho levem lençois de banho e fraldas a dobrar para não correrem o risco do vosso bébé fazer xixi inutilizando as únicas peças que levaram.

Se a vossa casa de banho não tiver e se puderem  comprem um daqueles aquecedores que se colocam por cima da porta do wc. Rondam os 20 euros.  São super práticos e no inverno ajudam imenso. Bastam apenas alguns minutos e a casa de banho fica quentinha para despirem o bébé. Depois podem apagá-lo quando o começarem a vestir;  o vapor da água do banho da criança aquece o resto da divisão após esse período e assim não correm o risco dele se constipar com a mudança de temperatura á saída da casa de banho.

Em relação a dar banho no quarto

Desde que pensámos em ter um bébé sempre achamos que o nosso quarto não era o local ideal para lhe dar banho.

É claro que a nossa opcção foi logo motivo de crítica e controvérsia por parte dos avós (como seria de esperar), pois para estes o ideal era o nosso quarto e blá blá blá, porque era assim no tempo deles....., mas dos avós falaremos á frente 

O que nos levou a tomar esta opção foram os seguintes aspectos:

- Tinhamos de colocar todos os dias um plástico em cima da cama

- Tinhamos de carregar a banheira com água e acessórios para o quarto e depois para o wc

- Um Chão de soalho flutuante e água não combinam

- O bébé é um ser que se mexe e que gosta de chapinhar com toda a força na água

 

 

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publicado por maria às 13:10

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